Título: O Tempo e O Vento 3 - O Arquipélago vol. 2
Autor: Erico Veríssimo
Editora: Cia das Letras
Páginas: 376
Minha classificação: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️
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Na conclusão da segunda e penúltima parte de O Arquipélago, me vem uma constatação: se Erico o chamasse de Retrato talvez seria o tomo cujo esse título mais estivesse apropriado.
Mas, essa minha pretensão é fugaz, passageira. Érico é um mestre, que se agiganta a cada parte dessa soberba história que é O Tempo e O Vento.
Mesmo não sendo Retrato o título, mas Arquipélago, eu poderia chamá-lo de O retrato esfacelado, a genuína parte de um imenso arquipélago, partículas distintas, perdidas em si mesmas.
Floriano Cambará, embora seja descrito como de muita semelhança a Rodrigo, seu pai, nada tem deste Cambará, a cujos desejos e vontades parece ser servo. Em Floriano você vê o retrato do romancista barato, vagando em profundas e profusas idiossincrasias, perdido na vaguidão sem resposta de suas melancolias.
Em dado momento, Floriano tenciona deixar de ser ilha, para se tornar parte do continente, mais que retratado na figura do Sobrado. Acredito que ele terá seu grande momento, o ajuste de contas com seu maior algoz: seu próprio pai, talvez a mais desgarrada das ilhas. Logo Rodrigo, que sempre buscou a aprovação das muitas mulheres que teve, dos amigos tão leais em tempos de paz e também de guerra, foi se tornando uma ilha, ao afastar-se de sua esposa Flora e de seus filhos. Será tarde demais para ele recompor as pontes inexistentes nesse vasto arquipélago de rancores, silêncios e perdas?
Vamos ao último tomo...
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